terça-feira, 2 de agosto de 2011

Relembrando

Confesso que já tentei, por diversas vezes, manter um blog e hoje, vejo o quanto isso é difícil. Primeiro porque as ideias nem sempre surgem quando você está sendo em frente ao computador, com a página do blog logada e pronto para uma nova postagem, e isto, não é simples de se fazer, principalmente quando há várias nuances que possam a vir postergar tal ato a ponto de simplesmente esquecê-lo; a minha mãe por exemplo é uma delas, gosto de estar ao lado dela, principalmente quando ela cozinha, eu coloco um som (hoje está sendo o álbum Back to Black), abro uma cerveja, pego alguns petiscos e deixo o assunto rolar. Claro que dificilmente eu perco o meu foco, como por exemplo agora, retomarei a tamanha dificuldade que existe em manter um blog, claro que esse grau de dificuldade me refiro apenas a mim, obviamente, visto que não há como falar sobre o que eu não conheço, e ultimamente, nem a mim estou me reconhecendo, que dirá outrem. Acredito que tal problema se deva em parte, a minha falta de organização, pois estou sempre procurando algo, um CD, DVD, um livro, uma caneta, meu carregador, ou qualquer outra coisa e acredito que isto seja sinônimo. Há também a hipótese de, devido ao meu prazer pela escrita em sua forma caligráfica, aprecio escrever em papeis, rascunhos, folhas de caderno antigo, sulfites que às vezes encontro em diferentes cores, já encontrei verde, vermelho e até papel vergê, que comprei certa vez pois aceitei fazer os convites da formatura do magistério, enfim todos esses papéis, que em seu momento foram encontrados, receberam, ou não, alguns trechos dos meus pensamentos, das minhas idéias, como por exemplo meu note agora, que está a minha disposição e com imenso prazer, escrevo algumas palavras. E o melhor, são palavras que digo a mim mesmo, este é o meu prazer, ele é individual, ele é único e ninguém pode tirá-lo de mim. Escolhendo uma pauta pra hoje:
A respeito da aprovação da câmara de São Paulo do "Dia do Orgulho Heterossexual" acredito que a heterossexualidade, em sua plenitude, nunca necessitou ser exaltada por simplesmente ser o lado "BRANCO", agora o que podemos esperar de uma câmara de vereadores que nem devem ter concluído o ensino médio? Maturidade? Projetos coerentes? Imparcialidade? Ah, isso seria demais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Será que eu passei e ninguém me viu?

Admiro as pessoas que possuem habilidade para se adequar ao ambiente. Quem nunca teve o seu primeiro dia de trabalho? Aquele monte de gente estranha, olhando pra você, começando a fazer diversos tipos de pré-julgamentos, críticas, tudo simplesmente com um olhar; tentamos buscar alguém em que possamos bater o olho e simplesmente ter a sensação de ter encontrado a pessoa que você estava procurando, aquele colega que já estava trabalhando na empresa há um tempo antes de você, que é cheio de dicas, macetes, sabe quem são os legais, quem são os puxa-sacos. Por ter trabalhado em empresas com turn-over elevado, sempre presenciei a integração de novos contratados e observava a todos, alguns tímidos que seus olhos pareciam estar aterrorizados com tanta informação, outros super mais legais e descolados, não deixavam a timidez tomar conta, e acabam entrando com facilidade no clima e assim se adaptando. Quando penso no camaleão que para se adaptar ao ambiente altera a sua imagem externa, passando despercebido aos olhos, ao mesmo tempo que desejo ter essa habilidade, lido com a minha extrema necessidade de não passar despercebido sendo que eu posso passar e ser percebido. Obviamente que para isto tenho sempre que lidar com os olhares externos que nem sempre aceitam aquilo que é percebido.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bem lá no Céu, uma Lua existe !!!


Reviver uma sensação da qual jamais pensaria reviver pode ser comparado a um dejavú de um momento nostálgico não vivido.

Talvez minha audácia não seja tamanha a ponto de expor a razão do verso acima. Enfim, eu sei. Minha vida não mudou, meu estado, minha forma de ver, meus pensamento, enfim, nada, apenas revivi e vivi.

Como sempre, nada mudou, apenas a minha forma de ver que talvez pudera ser alterada. Consequentemente confirmo mais uma vez que é muita ingenuidade tentar mudar as pessoas, então porque não aproveitar daquilo que não queremos mudar? Afinal, se houve intenção de alterar, antes houve algum tipo de intenção boa, enfim, a vida é assim, quando a festa acaba. Ficamos igual ao começo.

sábado, 23 de abril de 2011

Quando amei alguém ...

Quando estamos apaixonados tudo se torna um mar de rosa. As cores ganham vida, as músicas começam a fazer sentidos, não há mau humor, tampouco estresse. Tudo é lindo e perfeito.
Tal definição pode ser considerada o oposto do que sinto agora, onde o vazio predomina e nenhum ser consegue preencher aquilo que eu mesmo julgo ser necessário preenchido, quando na verdade nem percebo que já estou transbordando. Incrível a nossa capacidade de potencializar aquilo que temos de ruim, se estou carente, me sinto o ser mais solitário do universo, e quando acompanhado, dispenso o restante do mundo em prol da atenção da companhia.
Infelizmente, quando percebo que tudo é fruto da confiança em pessoas que, assim como eu, estão expostas a errarem e falharem, poxa vida, mas eu não falho tanto assim, será? Por fim, fico aqui, mais um dia, mais uma noite, e assim termina o mês. Alguma coisa precisa acontecer, nem que seja um avião que entre pela janela do banheiro e saia pela porta do quarto, quem sabe assim minha atenção redobre e eu perceba o quão valiosa é a vida e as pessoas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Quase sem querer




Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Estou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!...

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Deixa o troco na mesinha

"Bati perna. Arrastei asa. Arranquei roupa. Bebi, fumei, pequei de arreganhar. Me perdi de não me achar mais. Desci direto. Sem vergonha não era pouco. Motivo passou longe. Se queriam tinham, mas dinheiro antes. Fui até com gosto, que no meu gosto mando eu. Fingi também. Nunca de agrado. Quando convinha. E só assim. Fiz foi de tudo, que tudo é o que cada um faz quando faz... antes do resto... do fim... hoje. Nem me arrependo! Se é o que vocês querem saber... Pra mim o inferno é aqui. Delícia. Então? Não vão atirar essas pedras? Vou ter de ficar aqui o dia inteiro?""Bati perna. Arrastei asa. Arranquei roupa. Bebi, fumei, pequei de arreganhar. Me perdi de não me achar mais. Desci direto. Sem vergonha não era pouco. Motivo passou longe. Se queriam tinham, mas dinheiro antes. Fui até com gosto, que no meu gosto mando eu. Fingi também. Nunca de agrado. Quando convinha. E só assim. Fiz foi de tudo, que tudo é o que cada um faz quando faz... antes do resto... do fim... hoje. Nem me arrependo! Se é o que vocês querem saber... Pra mim o inferno é aqui. Delícia. Então? Não vão atirar essas pedras? Vou ter de ficar aqui o dia inteiro?"
Jackie Caolha

Algumas situações inusitadas que por mais previsível que seja, às vezes, me surpreende. De fato eu deveria estar mais alheio à essas situações e deixar minha intuição valer e por fim, não me frustar, mas enquanto houver relacionamento interpessoal, haverá surpresas, decepções, prazeres e desprazeres, me manter alheio a tudo isso seria pedir demais para um rélis mortal feito eu. Um amigo publicou recentemente que a vulgaridade humana lhe assustava, e eu, pra tirar um sarro, disse que eu tiro proveito dela. Mas tenho que confessar, eu assusto comigo mesmo em algumas atitudes, e temo aonde tudo isso possa chegar. Por mais que o profano seja prazeroso e que a lascívia seja excitante chegará o momento em que a estabilidade emocional deverá ser alcançada, pois a magia do pecado, embora proporcione grande prazer, é cansativa e instável, por isso que precisa ter um fim. O difícil é chegar neste momento, encontrar aquilo que é alvo de nossas constantes buscas e dar o devido desfecho, até que...

sábado, 5 de março de 2011

Pessoas

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que nada é ao acaso".
Antoine De Saint-Exupery
Analisar a complexidade deste texto implica em rever e avaliar diversas pessoas que já passaram por nossas vidas e tudo que elas acrescentaram, ou extrairam. Acredito ser uma dádiva o ato de conseguir aproveitar e extrair aquilo que é de melhor das pessoas e acrescentar pra si como um processo de evolução e amadurecimento. Obviamente que muitas pessoas não enxergam dessa forma, por isso vejo como dádiva para aqueles que veem, e acabam gerando relacões de parasitismo.
O que nos torna único levando em consideração que fomos feito da mesma matéria pode ser uma junção de valores, cultura, personalidade, sociedade, família e religião que ponderada de forma diferente gera um protótipo único capaz de ser o nosso amor para recordar ou o ser que jamais desejariamos conhecer. Pena que as pessoas não andam com bula ou com suas principais características coladas na testa, isso evitaria uma série de relacionamentos frustados e decepções. Se nada é ao acaso, eu não sei, só sei que as pessoas podem ser aquilos que elas querem, mas haverá o momento em que nós mesmos saberemos como elas são.
Relações de mutualismo enobrece e o ato de extrair algo alheio não lesa, pois é compensado com aquilo que transmitimos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dia Longo


Véspera do dia de pagamento já foi mais atrativo pra mim. Bom, pelo menos eu pensava que era. Agora tudo voltou a ser tranquilo e não há mais necessidades de 'sangria desatada'. Ufa! Cada vez mais busco a plenitude em minha santa paz e harmonia. Talvez o termo paz espiritual seja considerado religioso pois envolve espirito, em minha concepção este termo pode ser comparado à satisfação do superego ao prevalecer sobre o id, ou a felicidade de Ying sobre Yang, ou simplesmente a sensação de dever cumprido, sem méritos relatados, porém com poucos vacilos. A sensação de morar sozinho escurecia minha alma, me amendrotava, porém a experiência foi valida, depois me lembrei de que por muito tempo, sem perceber, eu morei sozinho e de vez em quando, recebia a visita do ser amado. O tempo lá fora chove, não chuva normal, lágrimas dos desgraçados que acham que são feliz, e choram hoje pra não rir amanhã. Sei que será a última noite que dormirei aqui, ou não, só sei que se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu não vivi. Ainda bem, porque ultimamente minhas emoções tem sido muito intensas e isto tem encarecido o meu humilde custo de vida. Então voltemos a minha paz espiritual que fora composta por vários, VÁRIOS, ingredientes, entre eles, chá de sabor sub-zero, de sabor presunto, de sabor pão, de sabor leite com chocolate, de sabor bolachinhas salgada, chá de guaraná antártica, etc, etc. Acho que não será necessário me enterrar, talvez eu exploda. Amanhã? Talvez eu durma na casa de alguém que nem deve conhecer este blog, mas enfim, o importante são meus sentimentos. Hoje? Um banho, pode ser morno ou quente, menos frio. Quero ver fumaça pular, fumaça com guaraná! (Ou seria pipoca?)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tropeços do caminho


"O justo pode cair sete vezes, mas sete vezes se levantará" Romanos 5:20


Acredito que justiça anda passando bem longe dos meus atos ou senão já estou quase estourando a cota. Conforme postado anteriormente, chegou a hora do recomeço, de zerar o marcador do carro e começar nova estrada, enterrar as más lembranças do passado e seguir, através da ajuda de um e outro anjo, é possível amenizar o sofrimento do recomeço. O trauma anterior ainda não foi deixado de lado completamente, por isso o momento é de fragilidade. Erros? Sim, claro. Continuo errando, quem não erra. Mas tento fazê-los de tal forma onde o único a se prejudicar seja eu, porém quando os valores se chocam, as aparências mudam e passamos a ser julgados por aquilo que temos e não pelo que somos.

Com todo respeito ao versículo bíblico mencionado, há momentos em que, ou eu deixo de pensar que sou justo ou simplesmente eu já caí oito vezes.

Obviamente que minha missão aqui não seja a de mudar pessoas ou embutir meus valores, tudo que sou hoje é fruto de uma infância repleta de insights onde poucos tiveram a oportunidade de saber, e a relevância que dou aos assuntos, nem sempre será igual a daquele que, felizmente, não passou pelas mesmas experiências. Claro que por ser minha forma de viver, eu a posso considerar a melhor pra mim, pois deixo de sofrer por situações levianas e busco compreender as atitudes alheia antes de julga-las. Mas isso, é só a minha forma de viver.

Mais uma vez irei buscar forças nos lugares mais recônditos, quiçá eu a encontre e consiga levantar mais uma vez. No momento, me despeço daqui do chão.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não sou escravo de ninguém

Quiçá se nós não fossemos realmente escravos de ninguém. Mesmo para o ser mais independente, ainda lhe resta sua própria auforria, pois ainda assim estes são dependentes de seus próprios orgulhos, preceitos, opiniões e conceitos. Viver em sociedade implica em aceitar regras, leis, direitos e deveres, quando nos abstemos dele buscando uma forma de viver alternativa, automaticamente nos marginalizamos de todo o restante, lembrando que este restante não aceita, necessariamente, todas as regras do sistema, apenas preferem estar inseridos nele e poder gozar dos direitos, se sujeitando aos inúmeros deveres, do que ser visto como um sujeito alheio a sociedade. Obviamente que escravidão, depois que a Princesa Isabel assinou a lei Aurea em 1888, deixou de existir em seu sentido literal, mas no sentido figurado ela sempre existiu e pobre daquele que não se sujeitar a aceitar as regras.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nostalgia do que não volta

O ápice de viver momentos inesquecíveis poderia ser revivê-los. Não é possível retroceder ao tempo e alterar atitudes que antes julgamos ser a mais conveniente, porém o melhor disso tudo não são os erros cometidos, mas os deliciosos momentos vividos. Diz um certo ditado que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, a perfeição dessas palavras mostra que de fato temos nossos tropeços, nossos erros, nossos prantos, mas nem por isso deixamos de comer os morangos da vida.
Reviver momentos que trouxeram felicidades pode ser o desejo de muitos, mas se avaliarmos o primeiro momento vivido e que jamais pode ser revivido, poderíamos rever atitudes futuras a ponto de traçarmos um caminho, não um caminho perfeito, e sim repleto de momentos bem aproveitados.
Talvez a sensação de nostalgia só foi possível devido a essa autocrítica; agora eu mesmo fiquei confuso, pois sempre ponderei a minha intensidade em viver como o fator de causa dos meus maiores problemas. Personalidade é algo intrínseca, não consigo ser leviano, ou consigo? Talvez devesse praticar esse exercício e tentar encarar a vida como uma simples aventura com menos riscos.
Pensei tanto a respeito deste post, e acredito que seja o momento de encerrar parfa eu sair com dignidade.

Agora eu sei exatamente o que fazer, vou recomeçar!

Sempre que é necessário recomeçar um caminho é porque aquele que estávamos trilhando não estava de acordo com nossos objetivos. De fato tomar a atitude de recomeçar já é um grande passo, mas ela não pode ser sozinha, haverão diversos tipos de contratempos externos que poderão influenciar positiva ou negativamente e neste momento, apenas atitude não resolverá.
Preciso me embasar nos meus próprios argumentos e solidificá-los cada vez mais, ao olhar pra trás não posso trazer lembranças destrutivas pois elas poderão me arrastar a um passado remoto cheio de lembranças tão fortes que me prenderão a ele.
Na verdade é que não sei exatamente o que devo fazer, acredito que há situações onde perdemos as rédeas sobre nossa vida e neste momento é importante assumir a incapacidade e permitir que o externo ajude, claro que implorar por ajuda é algo impraticável, mas quando ela ela é espontânea e solicita deve ser encarada como uma mão para nos puxar do fundo do poço.
Talvez toda essa prolixidade somada a amargura do autor deixe dúvidas sobre o motivo de iniciar assim, porém sei que estou recomeçando, e acreditem: não sou o mesmo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011