sábado, 5 de março de 2011

Pessoas

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que nada é ao acaso".
Antoine De Saint-Exupery
Analisar a complexidade deste texto implica em rever e avaliar diversas pessoas que já passaram por nossas vidas e tudo que elas acrescentaram, ou extrairam. Acredito ser uma dádiva o ato de conseguir aproveitar e extrair aquilo que é de melhor das pessoas e acrescentar pra si como um processo de evolução e amadurecimento. Obviamente que muitas pessoas não enxergam dessa forma, por isso vejo como dádiva para aqueles que veem, e acabam gerando relacões de parasitismo.
O que nos torna único levando em consideração que fomos feito da mesma matéria pode ser uma junção de valores, cultura, personalidade, sociedade, família e religião que ponderada de forma diferente gera um protótipo único capaz de ser o nosso amor para recordar ou o ser que jamais desejariamos conhecer. Pena que as pessoas não andam com bula ou com suas principais características coladas na testa, isso evitaria uma série de relacionamentos frustados e decepções. Se nada é ao acaso, eu não sei, só sei que as pessoas podem ser aquilos que elas querem, mas haverá o momento em que nós mesmos saberemos como elas são.
Relações de mutualismo enobrece e o ato de extrair algo alheio não lesa, pois é compensado com aquilo que transmitimos.

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