quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Apego e Desapego

Quando reflito a capacidade de nos apegarmos a outro ser humano, fico admirado.
Não, porque antes disso, ao imaginar a hipótese de sequer querer apegar-se a um ser, já sente arrepios; então continua sua vidinha banal, até que, mesmo sem pedir, talvez um consentimento inconsciente e incontrolado, e ao mesmo tempo algum tipo de neurotransmissor lhe fazendo sorrir feito um tolo de todas as mesmas piadas, eis que surge novamente o apego.
Enfim, são esses malditos neurotransmissores que fazem aumentar nossa capacidade de raciocínio, de lembrar pequenos momentos, nos tornar sensíveis ao perfume deixado na roupa, nos deixar mais felizes; ou seja, uma diversidade de reações químicas ocorrendo simultaneamente dentro de nós, e por fora, uma paixão nascendo.
Ah, a paixão. Quando ela surge, ela traz consigo bons momentos, boas carícias, bons romances, ótimos jantares, excelentes finais de semana, dias, meses, quiçá, anos; mas algo é indiscutível, o prazer que ela nos permite viver é registrado, de uma forma estranha porém prática, em nosso “HD interno” que não é excluído nem mesmo quando formatado, se é que isso é possível. Por isso que toda vez que ela nos toma, eu a permito!
O equilíbrio na vida, que penso eu existir, não permite vivermos altas dosagens de muito amor e felicidade ou, quando permite, quando termina, ela faz com você volte a realidade, à sua vida, e tipo, parecia que era mais legal antes, daí, você começa a desejar o desapego de tal forma a não desejar repeti-lo, claro que não se da conta que tal período em baixa é para compensar o período em alta anterior.
Muda-se o período. Encerra-se um ciclo. Ajustamos as velas, e novamente, o equilíbrio.
Não que eu esteja com raiva, longe de mim, afinal, se fosse pra ter raiva de alguém, este alguém deveria ser eu, afinal, eu permiti.
E quer saber? Não me arrependo.
 

 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um dia perfeito


Quase morri
Há menos de trinta e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças.
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
Tão simples: um dia perfeito
Corre, corre, corre
Que vai chover!
Olha a chuva!
Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar!
(Legião Urbana)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Escolhas


Eis a palavra mestre: ESCOLHAS. Diariamente somos cercados de escolhas, renúncias, abdicações, sim ou não; uma infinidade de decisões que precisamos tomar e que, depois de tomadas, podem alterar todo o contexto. Óbvio que cada escolha é intrínseca ao SER que a escolheu, portanto sempre somos responsáveis pelas nossas escolhas. No relacionamento, por exemplo, ele só se inicia porque você escolheu o ser ao qual gostaria de se relacionar e, foi recíproco.

Fatalmente, nenhuma escolha é tomada isoladamente, afinal, quando escolhemos algo, automaticamente, temos que aceitar diversas ações que podem surgir dessa escolha. Voltando ao exemplo do relacionamento, às vezes, há choques culturais, intelectuais, religiosos, esportivos, políticos, são traçados diversos tipos de impasses, pertinentes à escolha anterior, que era se relacionar.

Acredito que uma escolha comum entre todos, seja a escolha de viver, deixando de lados os maníacos depressivos nível "crew" que desejam a morte a qualquer custo, afinal, a vida é algo indivisível, única, exclusiva, e o melhor, só nossa. Claro que a intenção deste, não se trata de autoajuda, ou sim; porém faz se necessário a reflexão sobre os fatos. Ao escolhermos, compulsoriamente, viver automaticamente somos obrigados a fazer vários tipos de escolhas, desde a infância, e com o passar dos anos, as escolhas se tornam ainda maiores, e mais responsáveis: trabalho, família, estudos, amigos, amores; a cada escolha, uma renúncia. A cada escolha, um novo desafio. A cada escolha, uma nova escolha. A cada nova escolha, uma reflexão. A cada reflexão, uma nova escolha. O importante é que a escolha inicial, viver, mantenha seu rumo. E eis que as novas escolhas surgem, e que é mais importante: estar em paz consigo e com o universo !